Quando um ente querido falece, além da dor da perda, a família precisa lidar com uma etapa burocrática e muitas vezes desgastante: o inventário. É nesse momento que surgem dúvidas, conflitos e atrasos que podem arrastar o processo por anos.
A boa notícia é que muitos desses problemas podem ser evitados com informação e preparação. Neste artigo, você vai descobrir os 7 erros mais comuns que travam um inventário e como agir para evitar cada um deles.
1. Não abrir o inventário no prazo legal
O prazo para dar entrada no inventário é de até 60 dias após o falecimento. Passando desse prazo, incidem multas e juros sobre o ITCMD (imposto de transmissão), aumentando os custos para a família.
2. Documentos em desordem
Sem matrícula atualizada dos imóveis, certidões dos herdeiros ou testamento válido, o processo emperra. A falta de organização documental é um dos maiores motivos de atraso.
3. Imóveis irregulares
Escritura sem registro, dívidas de IPTU ou divergências na matrícula travam a partilha. O inventário depende de bens juridicamente regularizados para prosseguir.
4. Conflito entre herdeiros
Discussões sobre divisão ou discordância em relação ao inventariante podem paralisar o processo por anos. A mediação e orientação jurídica especializada ajudam a destravar esses impasses.
5. Dívidas não resolvidas
Pendências fiscais ou financeiras deixadas pelo falecido precisam ser apuradas. Enquanto isso não acontece, o inventário não avança.
6. Doações mal estruturadas em vida
Quando o falecido fez doações sem cláusulas restritivas ou sem recolhimento do ITCMD, podem surgir questionamentos que atrasam a partilha.
7. Ausência de assessoria jurídica especializada
Muitas famílias acreditam que conseguem resolver sozinhas, mas um inventário exige conhecimento técnico. Sem um advogado especializado, os erros se acumulam e o processo se arrasta.
Como evitar esses erros?
· Abra o inventário dentro do prazo legal
· Organize previamente toda a documentação
· Regularize os imóveis em vida
· Conte com apoio jurídico especializado desde o início
Um inventário não precisa ser um processo eterno. Com planejamento, organização e orientação certa, é possível conduzir a sucessão de forma rápida, justa e sem desgastes.
Se você deseja evitar problemas no inventário da sua família, o momento de agir é agora!